A minha fotografia
Funchal, Madeira, Portugal
"You know that place between sleep and awake, the place where you can still remember dreaming? That's where I'll always love you (...) That's where I'll be waiting." Tinkerbell
A alegoria chega quando descrever a realidade já não nos serve. Os escritores e artistas trabalham nas trevas e, como cegos, tacteiam na escuridão. (José Saramago)
Somos um intervallo entre dois intervallos – a vida (espaço entre a nascença e a morte) e o tempo (espaço entre a eternidade e o ephemero). Nós somos uma faúlha que se apaga num vento que passa sem que possamos dizer que o sentimos passar”.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.". Fernando Pessoa

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012




no fim
trago o pesar suturado à alma
os olhos entornados
no chão gretado de esperas
a jura abafada no grito aflito
silenciado pela tua ausência


ontem
foste bola de sabão em debandada
foste da ambrósia a espuma doce
que nos lábios se finou   
foste floco de neve derramado
nestes olhos moídos de querer


no fim és luz arredia
fagulha indiferente
a calcinar meus sonhos de papel 


Alexandra
Jan. 2012

(imagem retirada da Net)

2 comentários:

Maria João disse...

Sempre que o disseres, assim, mesmo que a alma sangre, o sonho continuará a viver dentro de ti... porque nada se perde.

Um beijinho, Alexandra

Nilson Barcelli disse...

A ausência desagua na dor...
Excelente poema, como sempre.
Alexandra, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.