quarta-feira, 1 de agosto de 2007

im memoriam



o ser que foste
apagou-se silenciosamente
o pavio da vida
repentinamente se extinguiu

de ti nem nome nem datas
resplandece o olvido
o desprendimento pungente
aberrante
nesse cantinho esquecido
que partilhas agora
com os que em sossego
alcançaram também o infinito

para eles flores
da cor dos abraços
em tons de saudade
para ti o vazio
nesse plaino de dor
um número tão somente
nada mais

numa morna tarde de inverno
procurei-te
e com uma singela rosa branca
respeitosa e sentida
anonimamente nomeei-te



alexandra, 2004






solidão

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alexandra, 2001







segunda-feira, 30 de julho de 2007

vazio

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alexandra, 2003



em ti



em ti me perco
em ti me encontro

nos teus braços me aninho
e é todo um oceano
que me inunda
nesse abraço infinito

nas tuas mãos
danças de afectos mil
perfumadas de afagos
extasiam-me a existência

os teus lábios
trazem o sabor de frutos maduros
e saborear-te
é sentir o verão a pulsar dentro do peito

nos teus olhos
transparentes de mel
leio e releio o amor que me ofertas
em cada gesto
em cada amplexo consentido

em ti me perco
em ti me encontro

e no turbilhão dos sentidos
bordados a pedrarias de que os sonhos são feitos
reaprendo o amor
mesmo no silêncio das palavras não ditas



alexandra, 2005




domingo, 29 de julho de 2007

grito



um grito que ninguém ouve
explode no meu coração
- grito de lágrimas e dor
grito de mágoas e sangue


alexandra, 2002