adiámos a
ventura
clandestinos da vida
como trepadeiras ilhadas
que estrangulam em nós
tristezas e tormentos
em dias inconsoláveis
serenámos ausências
e acolhemos solidão
cravada em chãos
de paixão contida
afastámos o enleio
sufocado na lágrima
que molha o coxim
das almas amarguradas
por vontade sua
recusámos o ósculo terno
e húmido de frenesi
nos lábios acanhados
e estreámos gaiolas
de fantasias indizíveis
tardámos o sentir
que derramava de nós
o puro amor sofreámos
inscientes da vida adiada
que não algemaremos mais
alexandra, julho, 2009