e o tempo prometido
não chega
detém-se frígido e dolente
em valados de lembranças
desfalecido de ímpetos
tempo hirto e insofrido
que encobre desleal
meus sonhos incumpridos
silente espia
as alvoradas fulgentes
e acena com lampejos
de quando a vida cedeu
e os alicerces aluíram
em compasso ferido
nesse dia restante
no instante final
partiste
e deixaste meus olhos
fixos no arco-celeste
meus lábios interditos
em busca da palavra
meu ser demolido
suspenso do vazio
que ressoa no algar
que me tem refém
alexandra, agosto, 2009
detém-se frígido e dolente
em valados de lembranças
desfalecido de ímpetos
tempo hirto e insofrido
que encobre desleal
meus sonhos incumpridos
silente espia
as alvoradas fulgentes
e acena com lampejos
de quando a vida cedeu
e os alicerces aluíram
em compasso ferido
nesse dia restante
no instante final
partiste
e deixaste meus olhos
fixos no arco-celeste
meus lábios interditos
em busca da palavra
meu ser demolido
suspenso do vazio
que ressoa no algar
que me tem refém
alexandra, agosto, 2009