com o silêncio
exemplar
dos momentos
ímpares
coraste de
resplendor
a paisagem
sombria
de meu ser
imperfeito
vieste enleio incorrido
em meu colo argênteo
qual pérola legítima
bramindo o remorso
da tua inexistência
no carmim dos
lábios
mudos de enlevo
velei dedicada
meu fruto excelso
de preces e
prantos
e tu meu
nenúfar rosado
ao relento à
beira-lago
foste a flor
imaginada
e a dor que conservei
e a dor que conservei
foste
(és)
alexandra, dezembro 2009