e quando veio o rio
em jorros súbitos
de castigos repentinos
quedámos atados
ao limbo crespo da margem
nossas almas feridas
doridas de assombro
ante um amor mutilado
que se deslaçou
sem o brado forçoso
que não se soltou
e nessa hora aziaga
que não decifrámos
ceifámos o destino
e imperfeitos vagamos
no rio correntio
qual escolho que a vida apartou
ramo vencido que o rio afastou
mas não matou
alexandra, dez.2010