turvam-se-me os olhos se te penso
e te evoco no infinito de mim
no zénite fugidio da vida
doem-me os passos se te busco
nas serranias intangíveis
que habitam o meu ser
cala-se o verbo se te relembro
timbre eterno deste meu colo
atormentado de te querer
morre-me a alma por te saber
meu trilho essencial
meu eterno pasto
tão aquém de mim
alexandra, fevereiro, 2011