no fundo de mim
agrilhoei meu ser interrompido
e resiste de ímpetos sufocados
a alma que abandonei
no cais desse porto ajeitado
que alberga meus sonhos
arrasto-me na mágoa retraída
sou uma réstia de mim
sufocada em gozos acres
que velam prantos do que fui
voo na borboleta que cruza
meu lamaçal de lamentos
e na quimera cogitada
diluí minha razão de viver
busco no precipício de mim
o rumor do meu ser proscrito
e qual bramido de tantas marés
sou sargaço cuspido na areia
definho sem ninguém ver
choro por me dessaber
alexandra, abril 2011