olha-me nos olhos
escoa no tabique
dos meus dias
e liberta com teu
hálito quente
alvores dos
aromas idos
palpitando de vida
nestes lábios que
dizem de ti
penetra-me a alma
solta-me o
sorriso das amarras
lassas que gemem
no cais
deixa-o sulcar
orientes
e encontrar a
calma
em tua abra
luzente
dá-me a tua mão
preciso-te
levante de meus ocasos
cajado nos
abismos tantos
que palmilho
devagar até ti
balsa devaneada
tão náufraga de
mim
abraça-me por fim
escuta o estalar
da dor
neste peito rente
ao teu
ora chaga
perpétua
talho eterno e
mudo
a chorar por ti
alexandra,
Março 2012