permeio o tempo
em acordes abertos
no meu leito de memórias
e são instantes tintos
de buganvílias níveas
que medram ensejos
e aromas de lis
que escorrem do tempo
empoçado na alma
são passadas teimosas
ofegantes de contos
corados de afetos
que gravei a cal
na lousa da vida
são passos marcados
pelos dedos tristes
de uma ária breve
carícias na alma
que duram o entoar
de uma lembrança
alexandra, dezembro, 2012