é
no silêncio que me ouço
nesse
murmurar da alma
que
me alaga de mansinho
com
gestos silenciosos
e
a seiva do que fui
nutre
meu peito inóspito
flui
nos veios lassos
que
me abraçam o ser
é
no silêncio que me sei
por
entre linhas não ditas
e
na aglossia dos instantes
que
me erram a alma fugidia
desperto
fantasias tantas
e
num fôlego breve
desnudo-me
do que ostento
para
me olhar como sou
alexandra, maio 2013