não me peças que te explique
o aroma das noites
que emana da planície iluminada
de deuses e memórias
e se recolhe em mim
no meu peito de azul cobalto
moram estios de anis e mel
baloiçam poentes de areia fina
na cadência morna do meltemi
que cicia enlaçado a meus pés
não sei
serei talvez
escolho de tantas ruínas
sonhando brasas na tela dos dias
não me perguntes porquê
alexandra, abril, 2015