não quero falar de ti
nem do tempo sumidonos silêncios das palavras
que não dissemos
porque existimos ainda
na maresia azul dos oceanos
e nos arco-íris que pintámos
descuidadamente
uma e outra vez
existimos na brisa das marés
e nos passos escritos na areia
são nossas as mãos-coral
que ondulam nos recifes da memória
aí perduramos
perpétuos
nesse retiro encantado
e hoje a minha solidão
é este punhado de lembranças
alexandra, outubro 2015