amo-te
como Hélios ama Géia
e prenhe de ternura
a envolve num abraço
imenso e perpétuo
amo-te
como o orvalho límpido
se precipita sobre o prado
e desliza fecundo
no ventre ansioso
amo-te
como a lua ama a noite
com hálito de prata
extasiada a seduz
e a afaga de luar
amo-te
como o nascente ama o poente
bailando na noite-breu
para desabrochar autêntico
nessa dança que o perfaz
amo-te assim
hoje e sempre
alfa e ómega
de mim
alexandra, 09-02-09