segunda-feira, 2 de janeiro de 2012




serás tu o sopro   
com que me inebrio
em horas desmaiadas
que se afundam no tempo

serás tu a volúpia  
intensa que me acorda
do devaneio dormente
que me embala a vida

serás tu a promessa
que morde meus lábios 
e o lampejo de vida
tão sempre atardado

serás tu enfim
quem hoje adivinho
como  batel aprazado
para resgatar meu ser


alexandradez. 2011



1 comentário:

Maria João disse...

Há um aroma de promessas nos teus versos. Uma esperança ancorada a um fogo que não se estingue, apesar de tudo.
A alma é... esse barco que nunca naufraga.

Um beijinho muito grande. Gosto de te ver, no que de ti leio.