sábado, 9 de fevereiro de 2013

momento

bebo o teu sorriso lentamente
como delícia proibida
que sacia meu ser inquieto

sou cúmplice desse olhar
a trilhar-me a pele
como dedos atrevidos
a acordar-me anseios
que incendeiam meu corpo
subitamente liberto
subitamente embriagado de ti

e então desvendas-me a alma 
como pássaro rasgando o céu



alexandra, fevereiro 2013




2 comentários:

Maria João disse...



Momentos cúmplices de corpo e alma. Completos, ou quase, mas que nos desvendam.

Sempre, indiscutivelmente, belo!!

Um beijinho

Nilson Barcelli disse...

E não há melhor do que o desvendar da alma...
Excelente poema, gostei imenso.
Alexandra, minha querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.