quinta-feira, 2 de agosto de 2007

grito silenciado



mergulhada que é a alma
nas catacumbas da vida
cada instante liberta
o grito que em vão se detém

o frio marmóreo
de cada gesto olvidado
emerge da flor púrpura
que pulsa dentro do peito
e rosários de cristal
lançam-se incontroláveis
pelos trilhos sulcados
pela dor letal
que desfigura o rosto
e envenena o ser


alexandra, 2004 



2 comentários:

Anónimo disse...

Belíssimo este "grito silenciado" que apenas deixa transparecer na sua escrita. Gostei muito da singeleza e simplicidade formais aliadas a esses "rosários de cristal" que escorrem no seu texto.


Lia

Sman disse...
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