terça-feira, 30 de junho de 2009

ferida



cresceste em mim
com a brandura da hera silvestre
e a bravura da heroína esquecida
adveio maldito o laço do tornado
e lacerou tuas raízes inda tenras
com amplexos de ânsias inconfessas


então foste broto que a brisa embalou
e vida mutilada que a morte usurpou


imperecível
permanece imutável
a doce fragrância do teu olhar azul


alexandra,  30-06-09















2 comentários:

Paola disse...

Querida Alexandra, que bom ler-te... nas imagens magníficas que inventas... do perfume que exala das palavras que escolhes... mesmo que perpasse algum cheiro a raízes moribundas...

Bom fim de semana.

Beijo terno.

Alexandra disse...

Querida Paola, que bem me fazem os seus comentários!
Um agradecimento sincero, minha amiga...

Beijinho.