terça-feira, 21 de julho de 2009

negação



não sei a vida
aniquilada pela flama
do dissídio carrasco
agonizante no falaz altruísmo
infectado pela indiferença
e voracidade imperantes

não te sei a ti
criatura estropiada
pela cegueira convicta
debuxo de homem
perpetuado no borrão pútrido
da tua vanidade vã



alexandra, julho, 2009



11 comentários:

Lago Mudo disse...

"Vanitas vanitatum omnia vanitas"

Alexandra disse...

"Memento mori"...

Obrigada pela visita!

A Magia da Noite disse...

As sombras nem sempre são totalmente negras, há raios de luz que brilham em escuras noites de magia.

Paola disse...

... a vanglória dissipa-se no chão de terra da ilusão...

Beijo. Terno.

Sonia Schmorantz disse...

Sombras também fazem belas imagens, depende do modo como olhamos. Aliás, assim é a vida, todos vemos as mesmas coisas, mas interpretamos de formas diferentes.
Adorei conhecer melhor este teu cantinho. Muito obrigado pela visita!
tenha um ótimo domingo
beijo

A.S. disse...

A.

Nega tudo o que não tem voz
nem cor...
vive ao ritmo da poesia,
melodia suave
do amor em fogo!


Doces beijos... Alexxa!

Maria João disse...

Alexandra

Da mesma forma que a noite vem render o dia, também o sol nasce todos os dias depois de uma madrugada...

a tua poesia é uma catarse das tuas noites, basta deixares entrar o sol e sentirás a vida que recomeça!

Um beijinho e obrigada pelo teu carinho

Pena disse...

Doce Amiga:
Controla as suas deliciosas emoções com uma beleza pura.
É bem verdade, o que expressa com adoravelmente. Um grito. Um apelo à sensatez. Harmonia do carácter profundo muito belo.
A nossa interioridade e, os possíveis gritos da Alma e coração saídos do seu profundo ser. Sentir. Estar. Fantástica.
Simplesmente, lindo...
Beijinhos de admiração pelo fascínio que expande...
Com respeito...
Beijinhos de uma pura amizade de que gosto muito...

pena

É linda...Adorei. Excelente!
Tem um blogue de delícia, magia e encanto, sabia?
Parabéns sinceros.

Alexandra disse...

Um agradecimento sincero a todos os que amavelmente me visitaram e presentearam com tão gentis comentários.


Beijinhos!

Nilson Barcelli disse...

Por vezes, não sabemos a vida nem os outros por esta ou aquela razão.
Vejo este teu excelente poema como um desabafo, que o senti algo mordaz, até agressivo...
Um beijo querida amiga.

Alexandra disse...

Obrigada Nilson, sempre tão querido!
É um desabafo e é agressivo também - é a minha reacção a uma humanidade que me fere e que não compreendo nem aceito.

Um beijinho.