quinta-feira, 4 de agosto de 2011



turvam-se-me os olhos se te penso
e te evoco no infinito de mim
no zénite fugidio da vida

doem-me os passos se te busco
nas serranias intangíveis
que habitam o meu ser

cala-se o verbo se te relembro
timbre eterno deste meu colo
atormentado de te querer

morre-me a alma por te saber
meu trilho essencial
meu eterno pasto
tão aquém de mim




alexandra, fevereiro, 2011





5 comentários:

Maria João disse...

Só alguém muito especial, tem na alma a poesia tanta, capaz de dizer do ser amado
"
(...)
meu trilho essencial
meu eterno pasto! (...) "

Gosto tanto do que escreves, Alexandra, e quando te sinto de regresso nem imaginas o quanto isso me satisfaz.

Obrigada! e.... fica!!!

Um beijinho muito grande

N. Barcelli disse...

Que bom que voltaste a publicar...
E logo um magnífico poema de amor.
Querida amiga, tudo de nom para ti.
Beijo.

N. Barcelli disse...

Rectifico:
Tudo de bom para ti...

Alexandra disse...

Obrigada a ambos pelo carinho com que sempre me brindam!

Beijinho grande aos dois.

A partir de uma palavra disse...

"Meu eterno pasto", como disse Adélia Prado, "que vontade de pastar", afinal, se o amor é um lindo prado, verde e vivo, eu quero mais e me saciar dele... lindo texto Alexandra, o bloq a partir de uma palavra marca presença aqui no Poesis.