quinta-feira, 11 de agosto de 2011




libertaste-me o espanto
com teu gáudio
timbrado de infinidade
apuraste as palavras
com agrados de eras remotas
e angras que não percorri
matizaste de anil
 as ermidas brancas
pausadas nesse tempo
de devaneios que fruo na alma

de repente
venceste os silêncios
e caiaste o teu nome
em meu tecto cerrado


alexandra, agosto, 2011



2 comentários:

Maria João disse...

Do silêncio nascem todas as palavras depuradas e todos os poemas... de anil se cobre a poesia mais bela.

É tão bom ter-te de volta!

Beijinho para ti, Alexandra.

A partir de uma palavra disse...

O que mais me impressiona neste blog, é maneira que vocês, irmãos lusos, usam o idioma português. Há muitas diferenças entre as nossas maneiras de expressar. Mas, independentemente disso, falamos a última flor do Lácio, sempre culta e bela. O Brasil ama a literatura de Portugal. Espero que vocês admirem a nossa também.. bjus