segunda-feira, 2 de janeiro de 2012




no fim
trago o pesar suturado à alma
os olhos entornados
no chão gretado de esperas
a jura abafada no grito aflito
silenciado pela tua ausência

ontem
foste bola de sabão em debandada
foste da ambrósia a espuma doce
que nos lábios se finou   
foste floco de neve derramado
nestes olhos moídos de querer

no fim és luz arredia
fagulha indiferente
a calcinar meus sonhos de papel 


alexandra, jan. 2012



2 comentários:

Maria João disse...

Sempre que o disseres, assim, mesmo que a alma sangre, o sonho continuará a viver dentro de ti... porque nada se perde.

Um beijinho, Alexandra

Nilson Barcelli disse...

A ausência desagua na dor...
Excelente poema, como sempre.
Alexandra, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.