terça-feira, 14 de julho de 2009

clausura



adiámos a ventura
clandestinos da vida
como trepadeiras ilhadas
que estrangulam em nós
tristezas e tormentos

em dias inconsoláveis
serenámos ausências
e acolhemos solidão
cravada em chãos
de paixão contida

afastámos o enleio
sufocado na lágrima
que molha o coxim
das almas amarguradas
por vontade sua

recusámos o ósculo terno
e húmido de frenesi
nos lábios acanhados
e estreámos gaiolas
de fantasias indizíveis

tardámos o sentir
que derramava de nós
o puro amor sofreámos
inscientes da vida adiada
que não algemaremos mais


alexandra, julho, 2009



4 comentários:

Paola disse...

Lindo o teu poema... apaixonada clausura... que " não algemaremos mais"... afastado "o enleio sufocado na lágrima"...

Beijo. Terno.

proferman disse...

Gentile e limpido, grazie

Ademar Oliveira de Lima disse...

Estive por aqui lendo um pouco em seu blog!! Abraços Ademar!!

Alexandra disse...

Um imenso obrigada aos três: pelo carinho, Paola; grazie mille per la visita, proferman; pela sua visita, Ademar.
Voltem sempre!

Um beijo.